domingo, 8 de abril de 2012

Aquela caixa.


E então, lá estava eu, novamente lá estava eu, naquele lugar horrível...
Eu prometi a mim mesmo, nunca, prometi que nunca mais voltaria aqui, neste lugar horrível.
É a parte mais pútrida, mais corrompida, mais horrível e vergonhosa de meu ser. É onde é o escondi, e lá estou eu , lá estou eu procurando ele novamente, ele está ali, onde estou agora, está no quarto escuro, o quarto dos piores sentimentos, eu o procuro, o procuro mesmo sem querer acha-lo, agora o vejo, embaixo de uma dúzia de pensamentos que um dia me fizeram feliz, mas a caixa está trancada, ainda bem penso eu, a arma está em minha mãos, tenho que me livrar dela, então abro a janela da minha mente, e jogo a caixa para fora do quarto escuro, nunca mais irei olha-la nunca mais verei aquela caixa, ao menos era assim que eu pensava...

Um comentário:

  1. Gosto do que escreve sobre a natureza humana nesse diálogo entre o real e imaginado e entre o que queremos e o que não controlamos ser.

    E a caixa nunca estará trancada.

    ;)

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