quinta-feira, 19 de abril de 2012

A floresta

Eu andava por uma floresta, uma floresta fria, meus pés descalços estavam enterrados na terra úmida daquele lugar, o musgo cobria os troncos das arvores no chão, as arvores cobriam minha cabeça, havia um conforto muito grande naquele lugar.
 Os pássaros cantando, pequenos animais passavam em volta de mim sem preocupação, como se eu fizesse parte dali, e eu fazia, na verdade. Tudo trabalhava em harmonia, eu andava pelo lugar, e quanto mais adentro daquela floresta eu ia, mas tudo ficava perigoso, mais as raízes das arvores ficavam mais densas ao chão, mais as arvores fechavam a estrada pela qual eu seguia, tudo se tornava mais primitivo, mais perigoso, eu adentrava num lugar quase inacessível. Eu sabia, por mais que negasse a mim mesmo, que aquele lugar era perigoso, era uma parte de mim, a muito não explorada, eu só queria que aquilo terminasse, só queria nunca mais estar naquele lugar outra veis, eu sabia que depois dos tempos ruins, das muitas arvores a minha volta, eu chegaria a um bom lugar, mas eu nunca cheguei.


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