Eu consigo sentir o cheiro putrido da falsidade, o brilho da maldade, nem fingir sabem as pessoas.
Bons eram os tempos que os bons mentirosos andavam sobre a terra, quando eles enganavam eternamente os iludidos, e tramavam seus planos contra os tolos, e com tudo isso, mal se sentia o cheiro na mentira e da negação, ao menos antigamente as pessoas eram eternamente enganadas, fechavam os olhos eternamente ao menos com o pensamento de que teve uma vida feliz, mas hoje não é assim, já se foram os bons mentirosos, negadores e lobos em pele de cordeiro, hoje a mentira é exibida na cara de todos, e já se foram os tempos em que até os mentirosos faziam algo de bom ao mundo.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A floresta
Eu andava por uma floresta, uma floresta fria, meus pés descalços estavam enterrados na terra úmida daquele lugar, o musgo cobria os troncos das arvores no chão, as arvores cobriam minha cabeça, havia um conforto muito grande naquele lugar.
Os pássaros cantando, pequenos animais passavam em volta de mim sem preocupação, como se eu fizesse parte dali, e eu fazia, na verdade. Tudo trabalhava em harmonia, eu andava pelo lugar, e quanto mais adentro daquela floresta eu ia, mas tudo ficava perigoso, mais as raízes das arvores ficavam mais densas ao chão, mais as arvores fechavam a estrada pela qual eu seguia, tudo se tornava mais primitivo, mais perigoso, eu adentrava num lugar quase inacessível. Eu sabia, por mais que negasse a mim mesmo, que aquele lugar era perigoso, era uma parte de mim, a muito não explorada, eu só queria que aquilo terminasse, só queria nunca mais estar naquele lugar outra veis, eu sabia que depois dos tempos ruins, das muitas arvores a minha volta, eu chegaria a um bom lugar, mas eu nunca cheguei.
Os pássaros cantando, pequenos animais passavam em volta de mim sem preocupação, como se eu fizesse parte dali, e eu fazia, na verdade. Tudo trabalhava em harmonia, eu andava pelo lugar, e quanto mais adentro daquela floresta eu ia, mas tudo ficava perigoso, mais as raízes das arvores ficavam mais densas ao chão, mais as arvores fechavam a estrada pela qual eu seguia, tudo se tornava mais primitivo, mais perigoso, eu adentrava num lugar quase inacessível. Eu sabia, por mais que negasse a mim mesmo, que aquele lugar era perigoso, era uma parte de mim, a muito não explorada, eu só queria que aquilo terminasse, só queria nunca mais estar naquele lugar outra veis, eu sabia que depois dos tempos ruins, das muitas arvores a minha volta, eu chegaria a um bom lugar, mas eu nunca cheguei.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Loucura
E por que as pessoas tem tanto medo da loucura?
Porque as pessoas tem medo do novo?
As pessoas tem medo do que não conhecem e acabam se
esquecendo de viver, mas então, uma fagulha de loucura e desespero de viver
bate em seus corações, e as mentes estagnadas correm atrás da felicidade,
correm pelos seus jardins de rosas brancas e atrás de coelhos elegantes, correm
para seu mundo particular e provam o doce sabor da loucura!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Males inevitaveis
E quando menos esperamos as desgraças surgem, os males
aparecem, a vida acontece.
Quando menos esperamos os amigos se vão, as maldades surgem
e o mundo nos cospe o ódio que sentia de nós.
E quando menos esperamos as tristezas se multiplicam o tempo
nos corroí e a esperança de dias bons desaparece. E como num piscar de olhos,
nós acordamos para a realidade quando somos confrontados pelo medo e pelo
desespero.
sábado, 14 de abril de 2012
A estação de trem
...eu estava numa estação de trem, sozinho, tudo era calmo,
me sentia confortável lá, era um bom lugar.
O lugar não havia cor, nem som ou vida.
Alguns minutos depois veio um trem, um trem grande e
silencioso.
As portasse abriram sozinhas, não havia barulho ou fumaça.
Eu andava no chão limpo do trem, o único som era dos meus
sapatos.
As cabines estavam vazias, todas elas, não que eu me
importe, solidão é algo bom.
Entrei numa cabine, sentei e o trem partiu, olhei para o
lado, continuava sozinho.
Depois de algum tempo sem som algum, ouvi um barulho embaixo
da cadeira, me abaixei e olhei, era uma caixa, ela se mexia, e envolta dela o
trem tinha seu aspecto comum, negro e empoeirado. Eu a peguei, ela fez a
atmosfera ficar mais normal... PIOR!
Eu sabia que aquela caixa estava tornando o lugar, tornando
meus pensamentos reais, sabia que tinha que acordar para a realidade, mas eu
não queria ainda, e lá se foi ela outra vez pela janela...
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Sonhos perdidos.
Corria por um corredor escuro, corria muito, eu os via, eram
meus sonhos. Eles pareciam uma nevoa,
uma bela nevoa em formato de mulher, quase imperceptível era seu corpo, a não
ser seus olhos, a janela da sua alma, eram pequenos e ariscos, e ela ria, e corria,
fizemos uma curva no corredor, não sabia o que via a frente, a única luz era a
dela, a luz dos meus sonhos, me deparei com uma grande escada no meio do nada,
e corria. Senti que me puxavam com força para baixo, era minha insegurança, e
minha baixa autoestima, sugando meu corpo pra baixo, eles não me deixavam
segui-la, e ela olhava pra mim, mas não se via mais seus olhos ariscos e sua
risada debochada, agora eu só conseguia ver medo, ela sabia que estava me
perdendo e não podia parar, ela sabia que nunca mais me veria, e aquela escada
seria minha cova, eu nunca mais a veria, nunca mais olharia para a luz dos meus
sonhos outra vez...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Penhasco.
Eu abri meus olhos, estava num penhasco, meus pés na ponta,
eu estava quase caindo, eu olhava para baixo e via o mar, era distante, mas era
possível ouvir seu som, o som das ondas batendo nas pedras.
Eu queria me jogar, as ondas me chamavam, o som delas me
puxavam, um dos meus pés já balançavam no penhasco, o vento batia forte no meu
rosto, o lugar em que eu vivia não me satisfazia mais, a melhor das comidas, os mais lindos sorrisos, os melhores amigos...NADA, nada mais me fazia feliz, então porque viver neste mundo? O mar me chamava o vento me levou, e fui recebido de bom grado pelo vento, caindo ao mar.
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